Os Meus Top 5 de Romances

Tempo de leitura: 6 min · Foto de capa: coleção pessoal

Toda a gente tem uma pequena coleção de livros favoritos, distinguindo-os ou não por género.

Desta vez escolhi o romance, o meu género literário de eleição ou, sendo sincera, o que costumava ser, porque ultimamente ando indecisa e raramente me apaixono por um romance como antes.

Aqui ficam, então, os meus 5 romances preferidos: aqueles que venerei até à última página, que me deixaram a pensar durante dias, e que me fizeram desejar apagar tudo da memória só para os poder descobrir de novo.


Capa do livro November 9, de Colleen Hoover Divulgação

November 9

de Colleen Hoover

Sei que esta autora reúne alguma polémica à sua volta, e não condeno quem não gosta dela, mas não consigo negar que tem boas histórias, contadas com uma escrita muito fácil de ler. Li apenas dois livros seus, e a ambos dei cinco estrelas; do resto do catálogo, confesso, nenhuma sinopse me convenceu.

Deste, acompanhamos Fallon e Ben, que se conhecem precisamente no dia em que ela muda de cidade. Entre os dois nasce uma ligação instantânea, e o par promete reencontrar-se todos os anos, sempre na mesma data, sem uma única palavra trocada entretanto.

Quem já leu sabe bem como a premissa é pouco crível: quem consegue estar longe de quem ama durante um ano inteiro sem trocar sequer uma mensagem? Sobretudo na parte final, aquela que todos sofremos sempre, quando a vontade de os ver falar finalmente um com o outro se torna quase insuportável, e ainda assim os dois conseguem manter-se afastados.

É um livro que genuinamente prende, porque queremos sempre saber o que vai acontecer a seguir na relação entre os dois. Este livro deixou-me acordada quando já devia estar a dormir.

Capa do livro Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, de Taylor Jenkins Reid Divulgação

Os Sete Maridos de Evelyn Hugo

de Taylor Jenkins Reid

Este é, reconheço, um livro que pede ao leitor uma mente aberta, como, aliás, acontece com muitos livros da autora. É conhecida por construir bons desenvolvimentos de história, e aqui o título pode parecer enganador; mas não é. Há verdade genuína por trás dele, e os plot twists que surgem a meio e no final são de prender qualquer leitor.

Acompanhamos Evelyn Hugo, já idosa, uma lenda de Hollywood que escolhe uma jornalista desconhecida para, finalmente, contar sem filtros a verdade sobre a sua vida e sobre os sete casamentos que a tornaram famosa, incluindo o amor mais importante da sua vida, que nunca chegou a entrar oficialmente nessa lista.

Li-o de forma descontraída; não diria que prende de forma excessiva, mas conquista pela construção da narrativa. Acima de tudo, foi e é um prazer conhecer a história de Evelyn Hugo.

Capa do livro Paixão Proibida (Birthday Girl), de Penelope Douglas Divulgação

Paixão Proibida

de Penelope Douglas

Quem me segue com atenção sabe que comecei a minha jornada de leitura com livros impróprios para a minha idade. Este é um desses casos e, mesmo passados vários anos, continua a ser um dos meus romances preferidos.

Confesso que esta autora me deixa sempre um pouco reticente: consegue abordar histórias verdadeiramente berrantes, sem que eu perceba muito bem como consegue cativar tanto público, mas há quem goste, e não é a mim que cabe julgar. Não me vou alongar nesse ponto, porque prometo dedicar um outro artigo a esse livro que eu achei berrante da autora.

Mas quanto a este livro, Paixão Proibida (ou, em inglês, cujo título nada tem de tradução literal: Birthday Girl), em particular, amei do início ao fim. A ironia é que, na altura em que o li, nem sequer sabia que a protagonista seguiria, mais tarde, o mesmo percurso profissional que eu própria haveria de seguir, algo bem distante do que eu imaginava para o meu futuro, mas que, à distância, acho tremendamente engraçado.

A história segue Jordan, uma jovem de dezanove anos que, sem para onde ir, se muda para casa do namorado e acaba a viver também com o pai dele, Pike. O que começa como um simples acordo de conveniência transforma-se, aos poucos, numa atração que nenhum dos dois sabe como travar, tanto mais proibida quanto o facto de Pike ser, precisamente, o pai do namorado dela.

Como já devem ter percebido, um dos tropes que mais adoro em romances é o age gap. Logo no primeiro capítulo se sente a tensão: sabemos, desde o início, que existe uma ligação entre o pai e a personagem feminina, apesar de ela namorar com o filho dele. Só isto já me prendeu de imediato.

A história pode demorar a desenrolar-se entre os dois, o que é raro nas obras da Penelope, mas não perde, por isso, o interesse. Acredito que essa lentidão é bastante justificada: convém não esquecer que estamos a falar do pai do namorado dela, e o respeito tem de existir. Prende, e tira-nos o sono só de querer saber o resto. Mas atenção: apesar do slow burn, há sempre momentos que nos deixam nas pontas dos pés.

Capa do livro Confiar (Trust Again), de Mona Kasten Divulgação

Confiar

de Mona Kasten · Série Again, livro 2

Não sei garantir que continua, hoje, entre os meus cinco preferidos, mas creio que sim, porque foi dos livros que ficaram mais marcados para mim. É uma série pouco conhecida; a maioria só reconhece Maxton Hall, a outra série da autora, adaptada pela Prime Video.

A história acompanha Dawn e Spencer: ela jurou a si mesma nunca mais voltar a confiar em ninguém, depois de ter tido o coração partido, mas o charme insistente de Spencer vai, aos poucos, desarmando essa resistência, até ele revelar que também esconde um segredo capaz de mudar tudo entre os dois.

O que mais gostei neste livro foi a forma como a desconfiança da Dawn nunca é tratada como um capricho: sente-se, do princípio ao fim, que há motivo de sobra para ela erguer aquelas barreiras, e isso torna cada gesto do Spencer para as derrubar muito mais satisfatório. É um enemies-to-lovers com mais coração do que provocação, e a Dawn, sendo escritora, deu-me ainda mais motivos para gostar dela, talvez me tenha revisto um pouco na forma como ela esconde certas partes de si mesma dos outros.

Capa do livro Sentir (Feel Again), de Mona Kasten Divulgação

Sentir

de Mona Kasten · Série Again, livro 3

Na mesma linha, o terceiro livro da série junta Sawyer, dura e destemida, e Isaac, tímido e conhecido como o nerd da escola. Os dois fecham um trato pouco convencional: ela ajuda-o a livrar-se da fama de careta, e ele torna-se o modelo do projeto fotográfico dela. Apesar da lentidão, é interessante ver o desinteresse inicial de Sawyer transformar-se, quase do nada, num interesse bem maior.

O que torna este livro especial, para mim, é o contraste entre as duas personagens: a Sawyer construiu uma armadura à sua volta desde que perdeu os pais, e vê-la baixar a guarda por alguém tão diferente dela, o Isaac, inseguro e a precisar de provar o seu valor perante os outros, é talvez o arco mais bonito de toda a série. Não é um romance de grandes desenvolvimentos, mas a evolução de ambos, de rivais improváveis a cúmplices, é feita com um cuidado que se sente a cada capítulo.


Destes cinco, os que mais me ficaram na memória continuam a ser, sem dúvida, os três primeiros, mas, se tivesse de escolher apenas um, seria Paixão Proibida. Não sei explicar bem como, mas mesmo tendo lido há bastante tempo, ainda me lembro de detalhes que já esqueci em livros lidos há apenas uns meses.


E vocês, o que acham?

Espero que tenham gostado deste top 5 de romances. Digam-me as vossas opiniões, ou se algum destes livros também está no vosso top 5, nos comentários. Fico ansiosa por saber.

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